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Avaliação: Volkswagen Up Pepper

Versão Pepper substitui a topo de linha, mas não passa de um exercício de design

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

Se a Volkswagen brasileira fosse um ateliê de moda, certamente não gozaria de sucesso igual ao que tem na construção de automóveis. É evidente que a estilização de formas e desenhos, e a aplicação de cores e tons, sempre fazem parte do processo, mas no caso da versão do Up Pepper é só uma tentativa de superar o todo, mesmo sem que você, de fato, precise disso. A pimentinha ao lado do nome do compacto (que se junta ao Fox e a Saveiro, outra novidade no marketing da marca) não acrescenta mais do que cores, adesivos e mimos a um carro reconhecidamente aceito. Ele custa R$ 3.910 sem trazer, de fato, nada muito novo.

Feito para substituir a versão High Up, ele traz de série alguns equipamentos extras à versão Move Up, a mais barata com motor turbo, que parte de R$ 53.990. As rodas de liga-leve, apesar do desenho semelhante, são de 15” (no Move são de 14”) com acabamento diamantado um tanto escurecido, porta-malas com ajuste variável de espaço e os bancos de couro sintético, com a inscrição Pepper no encosto.

O acabamento interno também muda, afinal é de tempero para os olhos que estamos falando. As molduras das saídas de ar-condicionado foram pintadas na cor vermelha, mesma cor que acompanha as costuras dos bancos e do volante. Na soleira da porta também há um aplique metalizado com o nome da série. Por dentro, o forro do teto, as colunas e os para-sois são feitos em tecido preto. Sensor de chuva e acendimento automático dos faróis são de série, assim como na versão Move.

Volkswagen Up Pepper

200TSI

Por fora há detalhes que o identificam no meio de outros Up. Não só pelas rodas, mas pelas capas dos retrovisores vermelhas (em carros com carroceria vermelha, eles são pretos) e pelos logotipos nas portas e na tampa traseira. E é isso. Mas poderia ser mais. Tudo porque sob o capô trabalha o vigoroso 1.0 TSi de 105 cv, que em breve se chamar 165 TSi, uma alusão ao torque de 165 Nm (Newton-metro), ou 16,8 mkgf disponível e apenas 1.500 rpm. Mas a VW tem outros motores que caberia ali e daria sentido ao novo sobrenome.

Um Up apimentado de verdade poderia, sim, vir equipado com o 1.0 TSi que equipa o Golf, com 125 cv, ou o novo 200 TSi, com 200 Nm, ou 20,4 mkgf de torque e 128 cv, que equipará o Polo, que você conheceu no começo da revista. Por enquanto o Up Pepeer atende apenas aos anseios do marketing, ávido por diversificar as versões do comapcto turbo, afinal,  60% das vendas do carro são nesta configuração sobrealimentada.

Mas como a VW insiste em falar em revolução de seu portfólio, só nos resta esperar para a versão Speed Up – que saiu de linha na reestilização do carro – retorne aos concessionários com o mesmo nome e o 200TSi sob o capô. Isso sim justificaria qualquer apelo esportivo, e daria o gosto que falta a essa pimenta.

Volkswagen Up Pepper

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