Avaliação: Toyota Corolla Altis

Versão topo de linha do Corolla sai por R$ 116.990 e traz o pacote mais completo do sedã, mas sem olhar para os concorrentes

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

A Toyota ri a toa com o Corolla. Bastou essa geração chegar à meia-vida e ganhar uma reestilização que os concessionários se viram invadidos por compradores ávidos pela novidade. Assim, frieza da lei de oferta e procura deu as caras em apenas um mês e os preços já subiram. O Corolla Altis 2018, que nasceu sendo vendido a R$ 114.990, já ganhou R$ 2 mil no canto direito da nota fiscal. Na data de lançamento, a marca informou que havia um erro no site e por isso ali os preços, de todas as versões, estão inflados. Isso faz 2 meses. Entramos em contato com alguns concessionários e descobrimos que os valores do lançamento duraram apenas alguns dias.  

Por essa grana ele se aproxima de carros como o Honda Civic Touring Turbo, de R$ 124.990, e mais ainda do Audi A3 1.4 Attraction que sai ainda mais em conta, por R$ 115.190. Os amantes de sedãs, por mais “coroleiros” que sejam, sabem que a versão topo de linha do Civic e um Audi (qualquer um) tem mais argumentos de qualidade e status do que um Toyota. Ainda assim vale reconhecer o esforço do Corolla.

Toyota Corolla Altis

XEi

O pacote da versão Altis parte da XEi, que vem equipada com bancos de couro, central multimídia com GPS, câmera de ré e TV digital, retrovisor eletrocrômico, faróis de neblina e computador de bordo com TV colorida. A este pacote a versão mais cara acresce regulagens elétricas ao banco do motorista, revestimento dos bancos em cor mais clara, rodas de 17”, rebatimento elétricos dos retrovisores e ar-condicionado digital de duas zonas. Mas isso seria suficiente para custar tanto?

É evidente que o Corolla é um bom carro, os números de vendas e a fama que o precede não dão margem para dúvidas quanto a qualidade, liquidez mercadológica e aceitação. No entanto, se você comparar as suas capacidades tecnológicas com a dos rivais de preço próximo, o jogo vira. Especialmente quando você enxerga o que há sob o capô. O 2.0 16V da Toyota seria muito avançado para os anos 2000, hoje, mesmo cumprindo o seu papel e apoiado pelo excelente câmbio CVT com 7 marchas virtuais, está obsoleto.

Ele gera 154 cv e 20,9 mkgf de torque e, na prática, não é páreo nem para o 1.5 turbo da Honda (173 cv e 22,4 mkgf) e também contra o Audi, que capricha na economia e rende 150 cv de potência com expressivos 25,5 mkgf de torque. Na pista o Toyota fica bem para trás. Mas nem tudo na vida se resume ao pedal de acelerador. O Corolla supera o A3 em espaço interno, equipamentos e conforto de rodagem e perde de pouco do Civic nos três quesitos.

Mas se você está comprando um sedã por esse motivo, economize R$ 13 mil e opte pela versão XEi. Com ela você também vai usufruir das vantagens de ter preços de revisões mais em conta (R$ 3.249 até os 60.000 km) e um pacote de peças sensivelmente mais em conta que os rivais de Honda e Audi. Isso sem falar da desvalorização, na casa dos 8,5%, enquanto a Altis registra perda de 10,8% do valor. É mais sensato.

Toyota Corolla Altis

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