Avaliação: Mini Cooper Countryman

Nova geração do Countryman corrige as imperfeições bipolares do seu antecessor

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

Maior Mini já feito o novo Countryman sai do meio do caminho entre ser um Mini, legítimo, e um SUV. Rebelado, ele manda as origens às favas sem que aparentemente seja, mesmo, um revoltado. A geração anterior era o pior dos dois mundos. Não era espaçosa como um SUV deve ser, mas devolvia as imperfeições do asfalto com a mesma força que um Mini Cooper devolve. Apesar do relativo sucesso, estava claro que havia algo errado.

A nova geração corrige tudo isso, mesmo na versão mais barata, a Cooper de R$ 144.950 que traz o inédito – para o Countryman – motor 1.5 turbo de 136 cv. Ele é 20 cm maior do que antes, ganhos em parte pelo entre-eixos que passou de 2,59 m para 2,67. A largura também aumentou em 3 cm e ele ficou 1 cm mais baixo. Mas tais medidas extras, vistas de fora, são pouco contundentes. Isso é fruto de um desenho icônico que não permite o Countryman se descolar da origem.

MINA TERRESTRE

Mini Countryman

Lá dentro, a sensação é parecida. À exceção do velocímetro que veio para trás do volante e saiu do console central, agora reservado exclusivamente para a central multimídia com tela de 6,5’’, tudo é semelhante, mas agora você se sente menor. A posição de dirigir melhorou bastante, consegue ficar em uma mais baixo sem achar que o painel está alto demais como antes. Há ajustes elétricos de série para o motorista, mas a forração de couro é um opcional de R$ 5 mil na versão.

O espaço traseiro é nitidamente maior e o porta-malas ganhou providenciais 100 litros de capacidade. Ele vem de série com ar-condicionado automático, sensor de estacionamento e rodas de 17’’. A câmera de ré custa R$ 1.600 extras, o teto solar mais R$ 4.400 e o sistema Park Mini, que adiciona sensores dianteiro custa R$ 3.800. Acessórios como  o porta-bagagens no teto (R$ 4.248) e faróis de milha na grade (R$4.741) também podem ser comprados separadamente  

Mas a grande diferença está no que ele poupa você de sentir ou ouvir. A direção diminuiu o ritmo e não passa o dia copiando rachaduras e emendas do piso para as suas mãos. O Countryman de hoje também pode, sim, passar por buracos sem que você ache acertou uma mina terrestre. Algo que tira o prazer de qualquer mortal. Mesmo na versão básica, ele não sofre por qualquer subida, como era a antecessora com motor 1.6 aspirado de 120 cv. Seus 22,4 mkgf de torque aliados ao câmbio Steptronic de 6 marchas, fazem a versão S (a partir de R$ 164.950) ostentação demais para fazer o trivial. A Mini tem, enfim, um SUV tão grandioso quanto seus compactos.

Mini Countryman

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