Avaliação: Mercedes-Benz GLC 250 Sport

Em um ano e meio SUV não mudou quase nada. Quase

Fotos: Divulgação | Texto: Raphael Panaro

Tive o primeiro contato com o Mercedes-Benz GLC 250 Sport em fevereiro do ano passado – época de sua chegada ao Brasil. O utilitário também estreava a nova nomenclatura dos SUVs mercêdicos – antes o GLC era conhecido como GLK. A troca do K pelo C foi para facilitar a identificação da plataforma que o carro usa. O GLC compartilha a estrutura do Classe C e tem entre-eixos 11,8 cm maior que o antigo GLK (total de 2,87 metros). O ML virou GLE (baseado no Classe E) e o passado GL adicionou o S, proveniente do Classe S.

Na ocasião disse ainda que o desenho dianteiro do carro faltava personalidade. Parecia um Classe C que subiu no banquinho. Atrás não. Os ombros largos e as lanternas horizontais deixavam bem claro que se tratava do novo GLC. Salientei ainda que a versão Sport tinha um acerto de suspensão muito firme para os padrões brasileiros. Mesmo adaptativa e no modo supostamente Comfort, tinha um acerto muito firme. Por um lado incrementava a dinâmica, mas por outro castigava os ocupantes com pancadas secas e chacoalhadas desnecessárias em ruas esburacadas. Critiquei também a pífia central multimídia: pequena e não sensível ao toque. O touchpad pode parecer cool, mas não é intuitivo. De resto, tudo que se pode esperar de um SUV da Mercedes: muitos equipamentos, acabamento refinado e bom espaço.

Mercedes GLC

KWID?

A versão Sport trazia o pacote estético AMG Line, que deixava o SUV com uma pegada mais esportiva. Faróis de LED, rodas de 19” e para-choques com protetores integrados completavam a estética. Entre os itens de série, estavam lá os sete airbags, teto panorâmico, cinco modos de condução e o sistema de estacionamento semi-autônomo.

O motor 2.0 turbinado combinado com a transmissão automática de nove marchas faz um trabalho impecável – mesmo no pesado SUV de 1.735 kg. Os 211 cv chamam atenção, porém são os 35,7 mkgf de torque que causam boa impressão ao fincar o pé no acelerador. O GLC dispara para cumprir o 0 a 100 km/h em bons 7,3 s. Vale lembrar que o SUV tem tração integral 4Matic. Quem vai ao volante tem boa resposta do que se passa nas rodas graças à direção com assistência elétrica: macia na cidade e em manobras, e no peso certo em velocidade mais elevadas.

Um ano e meio depois volto a dirigir o GLC. E quase nada mudou. Assino embaixo o que havia escrito antes. A exceção, claro, é a etiqueta de preço. A tabela atual é de R$ 290.900. São R$ 26 mil cobrados a mais que os R$ 264.900 em fevereiro de 2016. Bote mais R$ 4 mil e seria o suficiente para você comprar um Renault Kwid só com o aumento de preço.

Mercedes GLC

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