Avaliação: Mercedes-Benz GLA 200

SUV de entrada da Mercedes muda pouco, mas quer continuar relevante.

Fotos: Divulgação | Texto: Raphael Panaro

O GLA é um carro importante para a Mercedes-Benz no Brasil. O crossover com pegada de SUV é o 2º modelo mais vendido por aqui – perde para o Classe C. Além disso, tem 33% do segmento de utilitários premium de entrada e representa 1/3 dos mais de 2 mil emplacamentos da marca no País em 2017. A relevância é tanta que a Mercedes atualiza o GLA no Brasil meses após a apresentação oficial no Salão de Detroit (EUA) em janeiro.  O utilitário, inclusive, tem duas das três versões (GLA 200 e GLA 250) feitas na fábrica brasileira em Iracemápolis (SP).  A potente AMG GLA 45 continua a vir importada da Alemanha.

A discreta restilização pega emprestado algumas características de outros carros da fabricante. A nova grade, por exemplo, com aberturas retangulares ao longo das duas barras horizontais são heranças do grandalhão GLS. O facelift na dianteira é completado pelos para-choques com tomadas de ar maiores e o formato diferente dos faróis. A novidade no perfil é o novo desenho das rodas de 18".  Na traseira, destaque para a tecnologia Stardust, presente no Classe E. As lanternas de LED com novo arranjo interno trazem luzes de freios e piscas com controle automático de iluminação. De acordo com a situação, elas brilham totalmente durante o dia, ficam em um nível intermediário ao entardecer e chegam a uma configuração mais branda durante a noite para não incomodar outros motoristas. Além de estéticas, as alterações mexem na aerodinâmica, que baixa o coeficiente de arrasto (Cx) de 0,29 para 0,28.

Mercedes-Benz GLA

DECEPCIONA

Andamos na versão intermediária de acabamento do GLA 200, a Advance, de R$ 175.900. Segundo a Mercedes, ela responde por mais de 50% do mix do GLA no Brasil. Todos os GLA 200 são equipados com o conhecido 1.6 turbo de 156 cv, despertado pelo botão de partida. Esse motor decepciona: não provoca emoções ao pisar com mais ênfase no acelerador e deixa a desejar em retomadas.  Quer mais força? Opte pelas versões GLA 250 Sport, com o 2.0 turbo de 211 cv (R$ 232.900) ou o extremo AMG GLA 45, de 381 cv e R$ 359.900.  O torque de 24,5 mkgf logo a 1.200 rpm causa uma boa impressão. O acerto firme da suspensão ajuda nas curvas mais fechadas e não prejudica tanto no rodar na cidade.  Já a transmissão automática de duas embreagens e sete marchas faz um execelente trabalho com trocas rápidas e certeiras. Se por fora o GLA muda pouco, dentro  a essência continua. O painel ganha acabamento de alumínio escovado e  os  bancos esportivos têm novo design, com costuras contrastantes.

Só que o SUV traz falhas para um carro com tamanha etiqueta de preço. O ar-condicionado não é digital e, assim como outros Mercedes, a tela da central multimídia  de 8” não é sensível ao toque. Resta aos ocupantes controlar o sistema, compatível com Android Auto e Apple Car Play, por um botão giratório no console central.

No quesito segurança o GLA vai bem. Tem sete airbags de série, controle de estabilidade e tração, assistente em aclive e vetorização de torque.

Vale lembrar que o GLA 200 começa em R$ 158.900 na configuração Style e vai até R$ 203.900 na Enduro, aí o carro traz bancos revestidos de couro com opções em preto, marrom, ou na combinação bege com preto, tetol solar panorâmico e faróis de neblina.

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