Avaliação: Jeep Compass Limited

A versão mais completa, agora 4x4 e diesel, é pra passar longe de barro e terra

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

Era, no mínimo, estranho. A versão mais equipada do Jeep Compass, que poderia acertar na mosca quem valoriza mimos e desempenho, só era vendida com o questionável motor 2.0 Tiggershark, de 166 cv, que não lhe dá o ímpeto que um carro de mais de R$ 120 mil deveria ter. Pouco mais de um ano depois a Jeep também percebeu esse lapso no portfólio e corrigiu a rota.

Na linha 2018 a versão Limited é a melhor e mais equipada para quem tem um Compass, mas não passa nem perto de barro e lama. Mas cobra um bocado por isso: R$ 157.990. O valor é apenas R$ 1 mil mais barato que a topo de linha Trailhawk, a qual se difere pela aplicação de pneus de uso misto,  e pela função “rock” no seletor da tração 4x4.

A Limited tem um estilo, digamos, ostentação. Ela vem com rodas de 18” e pneus 225/55, mas pode ser equipada até com as belas rodas de 19” da foto com pneus 235/45, algo bem raro para SUVs médios, ainda mais quando você sabe que ele tem tração 4x4 eletrônica, com modos de condução para situações específicas, como barro, areia e neve.  A versão com tração 4x2 e motor 2.0 flex sai por R$ 131.990.

Jeep Compass Limited

Jeep Compass Limited

MÉDIAS

O Compass avaliado veio com o pacote completo de equipamentos, como o teto solar panorâmico Command View, que custa R$ 7.560, e o pacote high tech, que demanda mais R$ 14.830. Combinados, ele elevam o preço final para R$ 180.380 o que o deixa com valor próximo de um BMW x1. A central multimídia que, a partir de agora, é compatível com Apple CarPlay e Android Auto tem 8,5” e é de série nesta configuração.

No pacote, o Compass recebe controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, na distância do carro que vai à frente, e aviso de mudanças de faixas. Esses sensores extras também garantem a possibilidade de estacionar em vagas paralelas sem usar as mãos. Há também um sistema de farol alto que percebe que um veículo se aproxima na direção contrária e volta o facho para o farol baixo. Uma tomada de 127V no carro, ajustes elétricos no banco do motorista, partida por botão e o potente sistema de som Beats completam o pacote.

Jeep Compass Limited

Não há alterações mecânicas por aqui, o 2.0 turbodiesel de 170 cv continua trabalhando com o velho vigor que só 35,7 mkgf de torque a apenas 1.750 rpm podem dar. O que muda mesmo é o jeito que se comporta com os novos sapatos. Logo ele, que nunca foi um sinônimo de dinâmica, se permite fazer curvas com boa velocidade e mostra que a suspensão não é tão flácida quanto se sente na Trailhawk, por exemplo.

Você sentirá que também terá de desviar de alguns buracos, pois este carro aqui não é feito para desbravar nada que não tenha um asfalto minimamente liso. A direção copia bem as imperfeições do piso e torna este SUV uma gota de esperança nesse deserto de prazer em dirigir da categoria.

O Jeep também ganhou a opção de pintura sólida verde escura, que com o teto e as colunas na cor preta não custam nenhuma grana extra, afinal você já gastou R$ 180 mil! 

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