Avaliação: Chrysler Pacifica

Substituta da Town & Country e com chances de vir ao Brasil, minivan tem o desafio de diminuir a obsessão pelos SUVs

Fotos: Divulgação | Texto: Lucas Litvay

Há quinze anos, elas faziam moda. Espaço de sobra, posição de dirigir nas alturas, mesinhas de bordo para quem viaja atrás... Zafira, Scénic, Picasso, Meriva, Idea – toda fabricante focada no público familiar exibia no portfólio uma minivan para chamar de sua. De lá para cá você sabe bem o que aconteceu: os SUVs passaram a oferecer tudo isso e, por tabela, a aparência de quem está disposta a pegar uma trilha na próxima esquina.

VESTÍGIOS

Está aí o principal desafio da Chrysler Pacifica – a sucessora da Town & Country – no Brasil. O nome é novo para nós, mas não para os gringos. Por uma década Pacifica foi um crossover da marca. Oficialmente a empresa diz que faz estudos para checar a viabilização de importação do modelo. Para 2017, esquece, ela não vem. “Para os próximos anos a chances são baixas”, diz uma fonte. Uma pena, pois o carro que ilustra essas páginas se mostrou ser uma das melhores opções para você que procura muito m2 sobre rodas.

A versão avaliada nos Estados Unidos, a topo de linha Limited, vem cheia de opcionais. O mais interessante deles é o sistema de disposição de bancos que eleva a capacidade de sete (de frente para trás, dois, dois e três lugares) para oito ocupantes (dois, três e três lugares).

Outra qualidade interessante é o sistema de rebatimento de bancos, que os escondem no assoalho. Assim como na atual Town & Country, o acionamento é manual na fileira central e elétrico (do tipo um toque) na terceira. Já que estamos no fundão, é aqui que se localiza, num espaço na lateral, entre a segunda e terceira linha de bancos, o aspirador de pó. Uma mão na roda para eliminar os vestígios deixados pela criançada. Farelos e migalhas entre os bancos somem em minutos.

A capacidade do porta-malas da Pacifica é do tamanho de um oceano. São 915 l (com as três fileiras de bancos), 2,478 l (com duas fileiras) e de 3.979 l (!) (com as duas fileiras de trás rebatidas). 

A novidade vem ainda com ar-condicionado com ajuste independente de três zonas, bancos dianteiros e traseiros elétricos (centrais manuais), portas laterais (corrediças) e traseiras elétricas, chave presencial, indicador de pressão dos pneus, faróis de xenônio, multimídia com tela de 8,4 polegadas, rodas de liga leve aro 18 (aro 20, opcionais), retrovisores externos com desembaçador, rebatimento e ajuste elétricos. As portas laterais e traseiras (ambas elétricas) você consegue acionar por controle remoto ou apenas passando o pé sob o assoalho, bastando que a chave esteja no seu bolso.

TRÊS MARCHAS EXTRAS

Pesando quase duas toneladas, a Pacifica traz o Pentastar V6 3.6, mesmo base mecânica do atual Town & Country. Mas a grande diferença está no câmbio. Ao invés do antigo automático de seis marchas, na Pacifica, a Chrysler colocou três marchas extras. Resultado: trocas mais constantes, suaves e queda no consumo de combustível.

Como toda minivan americana, a calibração da suspensão tem claro foco no conforto. Seus 5,17 metros de comprimento adornam as curvas de forma moderada. Nada que vá comprometer o resultado dessa minivan exemplar. Aqui a viagem é tranquila, meu amigo. Relaxe, e aproveite o momento em família.

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