Avaliação: Chevrolet Trailblazer 2.8

Novo sistema de contrapesos no câmbio promete melhorar ruídos e consumo do SUV. Promete...

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

Centrifugal Pendulum Absorber ou simplesmente CPA. Segundo a Chevrolet este é o sistema que fará os donos do carro não se incomodarem com alguns ruídos da transmissão, trepidações no carro, nível de ruídos e de quebra melhoram a eficiência do conjunto. A marca garante que agora, como o acoplamento da transmissão se dá em rotações mais baixas, ele acelera mais rápido e retoma com mais vontade do que nunca. Algo que nunca foi problema para o 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 mkgf de torque.

CASTANHOLAS

O CPA consiste em pêndulos colocados em uma placa que fazem força centrífuga contrária às vibrações naturais da transmissão em funcionamento. Com ele a caixa fica mais estável e baixa o nível de ruído e o barulho de castanholas sendo tocadas, comum nos carros a diesel com quatro cilindros e grande capacidade de deslocamento, como este 2.8.

Chevrolet Trailblazer 2.8

Para melhorar o consumo, a engenharia também desenvolveu um gerenciador para o alternador, fazendo com que o equipamento elétrico entre em cena apenas quando o conjunto precisar de energia extra, sem roubar força do motor por qualquer besteira. Assim, segundo a Chevrolet, o SUV está 15% mais econômico, alcançando médias de 8,4 km/l de diesel na cidade e 10,5 km/l em percurso rodoviário, mesmo puxando 2.161 kg.

Quanto ao desempenho, a fabricante garante que o brutamontes acelera de 0 a 100 km/h em apenas 10,4 s, o que o deixaria na frente, por exemplo, do pequenino Fiat Argo HGT 1.8 em uma prova de arrancada. Mas quem quer acelerar pode comprar a versão 3.6 V6, que faz de 0 a 100 km/h na casa dos 7,5 segundos.

Chevrolet Trailblazer 2.8

HIMALAIA

Depois dessa aula de graxa só por causa de um detalhe no câmbio, fomos ver como isso funciona na prática. E, sinceramente, não percebemos absolutamente nada de diferente. O Trailblazer continua com o jeitão de SUV de verdade, que poderia subir o Himalaia com sua a força do motor e a tração nas quatro rodas integral. Mas não está sensivelmente mais ruidosa, tampouco dá a entender que anda mais do que antes. É claro que em testes específicos e científicos na pista, essa diferença possa aparecer, mas na vida real ela só se diferencia mesmo da antecessora pelos logotipos “Trailblazer” e “2.8 CTDi LTZ” terem trocado de lado na tampa traseira. Agora o nome do carro fica do lado esquerdo, como era desde os tempos do Opala.

Com tais “mudanças” essa versão diesel também ficou mais cara, passou de R$ 203.990 para R$ 205.990 na linha 2018.  Já a versão 3.6 V6 a gasolina e 279 cv continua custando R$ 173.990, e não traz (porque não precisa) essa atualização da transmissão.

 Chevrolet Trailblazer 2.8

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