Avaliação: Audi Q7 3.0 TDi

Igual ao gasolina, só que melhor

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

É de praxe as marcas oferecem um pacote de equipamentos, acabamento e, claro, preço bem diferente entre as versões diesel e gasolina do mesmo SUV.  Há casos como o da Toyota, que deixa a linha flex como entrada da SW4 por R$ 164.320 e a diesel aparece como o modelo completo por R$ 243.130. Já na Mercedes-Benz, essa conta é invertida. Na linha GLS, a versão 350 diesel sai por R$ 447.800, enquanto a 500 gasolina custa R$ 678.900.

A Audi muda esse espectro com a chegada da versão diesel do Q7, que por R$ 417.290 é apenas R$ 17.300 mais cara que a V6 turbo a gasolina, única disponível até junho. Isso aumenta o seu poder de escolha e deixa para uma questão de gosto, e não de bolso, a opção por uma motorização. Sim, pois ambas vêm com o mesmíssimo pacote de equipamentos de série que inclui, entre outros destaques as rodas de 20”, ar-condicionado com quatro zonas, porta-malas com abertura e fechamento sem as mãos (basta passar o pé sob o o para-choques), indicador de pressão dos pneus, faróis bi-xenônio teto panorâmico e câmera 360 graus para manobras.

Audi Q7

PODER DE FOGO

Mas a grande diferença entre eles está, claro, no funcionamento e é nítido notas isso na versão TDI, com seu motor V6 3.0 de 258 cv e 61,2 mkgf dispostos a apeas 1.250 rpm. Com esse poder de fogo fica mais fácil tirar do lugar esse jumbo de 5,05 m de comprimento e 1.980 kg de peso. O 3.0 V6 a gasolina oferece 333 cv, mas o torque de 44,9 mkgf, surgindo a apenas 2.800 rpm, dá um ar de sofrimento ao trabalho quando você precisa de arrancadas mais vigorosas. Despois de um tempo o Q7 a gasolina ultrapassa o TDI, contudo, em condições urbanas e, se você tiver coragem, de off-road. A eficiência do conjunto a diesel é notória

Nessa geração, a volúpia da versão diesel vem acompanhada de um silêncio interno que antes você não via no V6 diesel, e a inclusão do sistema start-stop também impede que as vibrações em marcha lenta perturbem minimamente seu pé apoiado no pedal de freio.

Audi Q7

O V6 turbodiesel conta com tecnologia de ponta desde a construção, que apesar de usar ferro fundido vermicular – técnica que aumenta a condutividade témica e minimiza as vibrações – tem apenas 190 kg de peso. O uso de coxins hidráulicos ajustáveis também colaboram para a sensação de que você está guiando algo que não tem um motor a diesel sob o capô. A união desses poderes o leva de 0 a 100 km/h em apenas 6,5 s com 230 km/h de máxima.

Por dentro ele mantém as características do modelo a gasolina quando lançado, com o novo sistema multimídia, que pode ser acessado tanto pelo botão giratório, quando pelo touchpad no console central ou, ainda, pelo proprio monitor tátil de 8,3 polegadas.

A exemplo do 3.0 a gasolina, ele traz a opção de 7 lugares por R$ 11 mil e pode ser equipado com faróis de full-LED, câmera de visão noturna e eixo traseiro esterçante (em até 5 graus) por R$ 32 mil. Parece muito, mas é pouco perto do que ele melhora na hora de fazer curvas. E em se tratando de como este Audi ganha velocidade rápido, acho que você vai precisar...

Audi Q7

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