Aceleramos o Volvo XC90 híbrido

Com o SUV plug-in híbrido, suecos iniciam sua era de carros ecológicos no Brasil

Por Raphael Panaro // Fotos: 

A meta da Volvo é otimista: vender um milhão de carros híbridos ou elétricos globalmente até 2025. O Brasil, até então, estava de fora do grupo de contribuintes de tal objetivo. Estava. A partir de agora a marca sueca traz o primeiro modelo ecologicamente correto por aqui: o XC90 T8. Apresentado lá fora em 2014, o utilitário plug-in híbrido chega em duas versões. A Inscription é a mais “em conta”: R$ 456.950. Ha também a topo de linha Excellence.

O que faz o XC90 T8 um carro verde? Bom, vamos primeiro a parte híbrida do grandalhão. O motor dianteiro é a combustão, de 320 cv, o mesmo do XC90 T6 – que estreou em setembro de 2015. Ou seja, um 2.0 a gasolina duplamente sobrealimentado – turbo e compressor mecânico. A parcela sustentável fica a cargo do motor elétrico instalado no eixo traseiro. Ele é capaz de fornecer 88 cv e 25 mkgf – sua alimentação é por uma bateria de íons de lítio de 400 V. Trabalhando em conjunto, a força total é de 407 cv e 65,2 mkgf de torque. Essa cavalaria dá e sobra para mover o SUV de 2.319 kg. Prova disso é que o 0 a 100 km/h é feito em 5,6 s.

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Só que o XC90 T8 não é feito para andar rápido. Aliás, na cidade dificilmente você vai precisar do motor a gasolina – a não ser que bateria acabe. No modo de condução chamado Pure, o utilitário flana movido 100% eletricamente. Você pode percorrer até 35 quilômetros sem que o Greenpeace te culpe pelo aquecimento global. Mas você tem que saber dosar o pé no acelerador. O SUV vai até os 125 km/h no modo totalmente elétrico. Porém, uma pressão maior no pedal é entendida como solicitação de potência e, sem que você perceba, o motor a gasolina entra em atividade. Aí já vai ter ativista batendo na sua porta...

Além do Pure, há mais dois novos modos de condução – que se juntam aos já existentes AWD e Off-Road. O Hybrid utiliza os motores da maneira mais eficiente possível e promete médias de consumo de 15,3 km/l na cidade e 15,8 km/l na estrada. Se você quiser desempenho, gire o seletor até encontrar a palavra Power. As unidades de força se juntam para liberar os mais de 400 cv. Os 65,2 mkgf de torque ajudam o utilitário arrancar com decisão, a direção fica mais pesada – e precisa – e a transmissão automática de oito marchas tem respostas mais ariscas, assim como o acelerador que fica mais sensível. Dá para ter emoção em uma tocada mais entusiasmada. E tudo com muita segurança, como manda a cartilha de um Volvo.


Acima de 100 km/h, a suspensão desce 1 cm para melhorar o comportamento dinâmico. O utilitário encara curvas sem rolagens perigosas e nem parece que são mais de duas toneladas se movendo – e com tamanha agilidade. A versão híbrida ainda traz os sistemas autônomos já conhecidos do SUV. O alerta de mudança involuntária de faixa tensiona o volante se você tentar trocar de pista sem acionar a seta. A tecnologia ainda é capaz de esterçar o volante e te coloca no caminho certo caso você invada a faixa de rolagem sem intenção.

E se a energia acabar? Aí existem diferentes maneiras de recarregar. A cada frenagem a energia perdida é recuperada e enviada às baterias. Em descidas, o freio motor também trata de resgatar a força. Essas duas alternativas não são muito eficientes. Você não consegue encher a bateria com rapidez. Já pela gigante tela de 9” do sistema multimídia Sensus existe a opção Charge. Essa função aciona o carregamento da bateria utilizando o motor a combustão, que age como um gerador de energia. O senão é que ela só carrega 1/3 da bateria – acima desse nível, a função fica indisponível.

A última delas é pela tradicional tomada. A carga total é feita em duas horas e meia considerando uma tomada aterrada de tensão 220V e 16A. É possível carregar o veículo com tomadas de menor amperagem, no entanto, o tempo será maior. Se você tiver a grana para comprar esse Volvo, a marca oferece um serviço de consultoria que vai até a sua casa e transforma sua tomada convencional e uma que atenda os requisitos de carregamento. Chique, não?

Falando em luxo, o interior é de garbo e elegância. Materiais emborrachados, couro e madeira criam uma atmosfera requintada.  Só que o símbolo maior da sofisticação está na alavanca do câmbio. Ela é feita de cristal sueco da marca Orrefors. O som é da grife Bowers & Wilkins com 19 alto-falantes e 1.400 watts de potência. Já que o XC90 T8 não emite ruídos e o isolamento acústico é eficiente, aumente o volume e desfrute o trajeto.


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