Aceleramos o novo Chevrolet Trailblazer

SUV ganha equipamentos e, quem diria, fica mais barato que o antecessor

Por João Brigato // Fotos: Divulgação

Não pense que este é apenas um facelift de meia vida para que o Chevrolet Trailblazer pareça novo por mais tempo, levando os donos do modelo antigo a se sentirem desatualizados. Na verdade, é mais que isso. A Chevrolet se concentrou em pontos nos quais o Trailblazer falhava: ainda é um tanto abrutalhado, porém, está menos rústico.

Antes de falar da dianteira e do interior renovados, é preciso chegar onde os olhos não veem e onde o bolso sente. O SUV está mais barato. A versão torbodiesel, avaliada, custava R$ 192.090. Agora está R$ 189.990. Já a 3.6 V6 baixou de R$ 163.790 para R$ 159.990.

Nos primeiros metros de avaliação, pode-se sentir a nova direção elétrica com leveza exemplar, no lugar da assistência hidráulica, que parecia mover o peso de um elefante indiano. Ela é anestesiada, porém compensa as vibrações transmitidas pelo asfalto e as inclinações na pista, comportamento coerente para um SUV grande. O sacolejo que fazia o ocupante passar mal na terceira fileira dos bancos diminuiu bastante, graças aos coxins rígidos e aos amortecedores com válvulas digressivas, que limitam o curso da suspensão em altas velocidades e melhoram o rodar do carro.


LETARGIA

O sistema de freios agoram tem menos peças e os pneus verdes são 16% menos resistentes à rolagem. Com aerodinâmica revista e 13 kg mais leve, o consumo do Trailblazer, diz a GM, está 3,4% melhor, tanto na versão diesel quanto na que roda com gasolina.

Os motores não passaram por mudanças. Portanto, continue a ignorar o 3.6 V6 de 277 cv e 35,7 mkgf, que, apesar de ser o mais potente produzido no Brasil, é beberrão e deve em vitalidade para o turbodiesel. O segredo está no torque: o 2.8 de 200 cv e 51 mkgf acelera com disposição, entregando força em cada pisada. Só a transmissão automática de seis marchas é um pouco letárgica nas trocas e demora até fazer as reduções em retomadas. 


QUERO SER MULTIMÍDIA

A GM até dá ao Trailblazer 2017 boas doses de eletrônica, mas parece que o projeto não foi concluído totalmente. Há alertas de colisão frontal, de mudança involuntária de faixa e de tráfego cruzado.

São avisos sonoros e visuais, sem  qualquer ação autônoma, como fazem os rivais Land Rover Discovery Sport e Hyundai Grand Santa Fe. A central MyLink é de segunda geração tem display de 8”, com direito a Android Auto, Apple CarPlay e câmera de ré. Se antes sistema multimídia parecia imposto ao desenho da cabine, agora ela se encaixa de forma mais harmoniosa entre as saídas de ar, complementadas por uma faixa de couro. Logo abaixo, os botões de estilo avião remetem à irmã americana Colorado.


O painel de instrumentos abriu mão do estilo quero ser Camaro, dando lugar a linhas coerentes para um SUV derivado de picape. Destaque também para os comandos simplificados do ar-condicionado digital no lugar do cafona display redondo.

Por fora, os faróis perderam os blocos elípticos em favor de LEDs diurnos. O conjunto está mais moderno, especialmente pelas linhas retas e a ligação com a grade frontal cromada. O para-choque mais bojudo traz equilíbrio com linhas arredondadas.

Se procurar por mais novidades, encontrará rodas de liga-leve diamantadas. Em compensação, a traseira segue a mesma. Contudo, não se engane pelo rostinho repaginado: você só sentirá as mudanças quando dirigir na novidade.

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