Aceleramos o Mini Countryman S

A maneira mais estilosa e divertida de dirigir um BMW X1

Fotos: Divulgação | Texto: João Anacleto

Quando a atual geração do BMW X1 chegou à redação, eu fui um dos que mal queria olhar para ela. A substituição da tração traseira pela dianteira e o uso da plataforma da Mini me fizeram tirar a sua foto do meu fundo de tela. Mas, depois de algumas horas dirigindo, apesar da certeza que faltava algo apaixonante ali, nos entendemos. Agora foi a vez de lidar com o mesmo conjunto, mas em outra configuração. Sim, este Mini Countryman S, que sai por R$ 167.950, é um BMW X1 disfarçado de Mini.

MAIS ORGÂNICO

Sem os laços afetivos do BMW, gostei do carro já na entrada. Os bancos estão melhores do que na geração anterior e o painel também foi redecorado, sem perder a essência da Mini. As saídas de ar arredondadas e quase lúdicas dão lugar a outras verticais mais, digamos, maduras. E se antes ele só parecia um Mini Cooper com alergia a camarão, agora pode ser chamado de SUV, em especial pelo S e pelo U. A vogal é bem representada pelo quão útil ele se tornou. Se na geração anterior havia alguma limitação de espaço, agora isso não pode nem ser dito. E o S está retratado sob o capô, com o 2.0 turbo de 192 cv e câmbio automático de 8 marchas, potência e conjunto mais do que suficiente para que você se divirta em um carro familiar.

Entre os destaques que você vai notar, está o ótimo espaço interno da cabine, capaz de levar cinco adultos como nunca na história de nenhum Mini, e no porta-malas de 450 litros, que é 100 litros maior que o do antecessor. As janelas maiores e mais largas também contribuem para essa sensação de estar dirigindo um carro maior.

Mini Countryman S

Apresentações refeitas, vale lembrar que esta não é a versão topo de linha do modelo, que atende pelo nome de Countryman S ALL4 e inclui tração das quatro rodas, multimídia de 8,8” (neste aqui ela tem 6,5”) com HD com capacidade para 20GB, sistema de som  hi-endHarman Kardon, rodas de 19” (no S de tração dianteira, elas são aro 18”), suspensão adaptativa e head-up display por R$ 192.950.

O Countryman intermediário é um SUV mais comum, de tração dianteira, que faz questão de que você sinta as puxadas que a direção dá quando os 28,5 mkgf  de torque estão no pico de esforço, entre 1.350 rpm e 4.300 rpm. Ou seja, o tempo todo. E isso é algo que você não sente tanto no carro de entrada, com motor 1.5 turbo e 22,4 mkgf. As rodas maiores ajudam nessa sensação de quase rebeldia das rodas com a direção.  No BMW X1 você também sente um pouco disso, mas de uma maneira filtrada pela direção. Na minha cabeça este Mini é mais BMW, mais orgânico, que o X1. Ele faz de 0 a 100 km/h em apenas 7,4 s e chega aos 225 km/h de velocidade máxima.

OBTURAÇÕES

Lembrando que você paga R$ 17 mil a menos pelo Countryman S, frente ao X1, há outro agrado dinâmico, além da simpatia das formas. O Mini parece ter uma suspensão com componentes mais afeitos a encarar valetas e buracos. Há, sim, uma piora com relação à versão 1.5, que usa rodas de 17” e pneus de perfil 55, mas é muito melhor do que a geração anterior, onde as obturações estremeciam a cada buraco que se caía.

A lista de opcionais e acessórios para equipá-lo é bem grande. Entre eles, destaque para o GPS a ser integrado ao multimídia por R$ 1.600, o sistema de som Harman por R$ 4.000, a câmera de ré, que sai por outros R$ 1.600, ou você pode instalar um software que lê todo o perímetro e, por meio de uma projeção em 360 graus, por R$ 3.800.

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